Os países particularizam seus termos linguísticos por significados construídos a partir de suas realidades. Assim, a tradução de Gestão para o inglês ou francês certamente não terá a mesma denotação do Brasil; natural. Logo, parece inútil buscar referências fora da nossa realidade para buscar a justificativa dos termos Gestão ou Administração Escolar.
Já algum tempo se discute sobre a precisão da terminologia por aqui. Mesmo que a escolha das palavras ou expressão não influencie na forma com que se administra um ambiente escolar, alguns estudiosos buscam compreender a abrangência dos termos e propor alguma unanimidades para se evitar confusão linguística.
Acredito que o Brasil deu roupagem própria aos seus termos; no Google Trends (considerando margem para as imperfeições de suas estatísticas) podemos ver, a partir de 2007, uma exorbitação do termo Gestão em Educação em relação a Administração da Educação - outras possíveis combinações trarão as mesmas proporções de distanciamento. Talvez isso tenha se dado como resultado da necessidade de uma escolha terminológica que viesse sustentar a proliferação dos cursos tecnológicos e que se distanciasse intencionalmente do conceito mais abrangente de Administração.
Elaborei este gráfico como forma de ilustrar uma visão preliminar do assunto:

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